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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ampulheta

Olá...
...nessa imagem eu usei uma focal de 10 mm na câmera do Blender e a aproximei bastante do objeto em questão (a ampulheta), e consegui esse efeito de grandeza.
A imagem da ampulheta, ainda sem areia, foi apenas um exercício de modelagem 3d, onde procurei ilustrar uma parte do texto que fiz para o perfil do meu orkut, e tive vontade de expor aqui também, cujo segue abaixo:
“Se o tempo é mesmo relativo, varia segundo quem o observa, e existe apenas para quem o presencia, então como se explicar o momento crucial entre a vida e a morte, aquele milionésimo de segundo em que a vida e o tempo, simultaneamente, deixam de existir?!!... - Será que o pensamento se congela nesse instante devido o tempo parar, ou é o pensamento que para primeiro e não permite que o tempo avance?!!
Afinal, a morte existe mesmo ou é apenas um arquivamento de memórias?!!... – Ou será que a relatividade é só ficção”?!!...

Espero que gostem, e se tiverem um tempinho opinem.
Clique nas imagens para ampliar e grato pela visita.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Microscópio 2

Olá...

... aqui outro exercício tentando melhorar a iluminação e as transparências no Blender.

Essa cena retrata uma metodologia usada na década de 80 do século passado, no combate a parasitas na amazonia, onde microscópios sem iluminação própria, ou mesmo com defeitos elétricos eram adaptados com uma lâmpada incandescente comum posicionada verticalmente em um soquete de louça, e envoltos à uma pantalha feita com papelão do tipo do que se faz juntas de motores. No balão era adicionado água e um produto conhecido como solução de luz do dia artificial, e tinha a função de filtrar a luz amarelada da lâmpada e também de ofuscar sua incandescência, com um de seus lados lixados. O espelho, direcionava a luz para cima, e em algumas localidades mais remotas onde não existiam geradores elétricos, era direcionado às nuvens brancas do céu em um angulo que possibilitava uma iluminação de boa qualidade até para diagnósticos com objetivas maior aumento.

Sem mais, e espero que gostem...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Logotipo 3d

Olá...
Explicando como esse logo foi criado.
Eram por volta de 2:00 hs. de uma terça feira quando

Logo para Sistemas de Informação
li um e-mail da professora da ultima matéria do meu curso de design gráfico. A matéria em andamento era de técnicas de animação, e no e-mail ela pedia-me que fizesse um logo para a turma de sistemas de informação para que esse representasse a mesma em um workshop, cujo aconteceria na próxima quinta feira.
O logo (briefing, reduzido) deveria ser simples, mas que tivesse sentido: transmitisse uma informação de interação entre homens e máquinas.


Fui dormir já pensando em alguma coisa, e no dia seguinte comecei a rabiscar no papel algo que pudesse expressar tal informação, e aos poucos o logo foi ganhando forma, e a noite enviei o primeiro modelo para que ela desse sua opinião a respeito (técnica de brainstorming, reduzida). Em seguida ela sugeriu que eu reduzisse o corpo do bonequinho (logotipo), pois estava desproporcional, e que no dia da apresentação, eu deveria explicar as razões de como ele foi criado.
Reduzi um pouco, na verdade o fato de aumentar o cubo que representava o corpo do boneco, eu decidi em ultima hora após fazer vários renders, e como não havia com quem discutir sobre o assunto por conta do horário que costumo usar o computador (quase todo mundo dormindo), achei que estava melhor que o protótipo inicial e acabei escolhendo aquele, mas aí, após essa segunda opinião, voltei ao modelo inicial: diâmetro da cabeça igual aos lados do cubo. Logotipo pronto, enviado e bem aceito pela turma, só faltava a explicação.
As apresentações foram feitas inicialmente por quatro grupos de alunos, ficando a minha para o final, que segue:
Após os cumprimentos de praxe, iniciei com o exemplo de como se comportaria um grupo de pessoas que estivessem trabalhando em uma gráfica, imprimindo e encadernando jornais, os quais deveriam estar prontos, sem falta, as cinco da manhã. Mas que no decorrer da noite acontecesse um terremoto, e que pela lógica, todos abandonariam seus postos e correriam para fora do prédio por medo desse desabar em cima deles. Mas a máquina, a qual foi programada para tantos minutos de impressão, continuaria a imprimir imparcialmente como se nada tivesse acontecendo, e que nada a pararia a menos que houvesse um corte de energia, ou mesmo o prédio caísse sobre ela e a danificasse.
Em seguida exemplifiquei uma maquete do mesmo prédio, onde as pessoas fossem representadas por esferas, e a maquina, por um cubo. E então, ao suspender um lado da mesa com um movimento que representasse o terremoto, e na qual estaria a maquete, todas as esferas interagiriam com o desnível da mesa e rolariam porta a fora tal como as pessoas fariam, já o cubo, continuaria lá imparcial como uma máquina, e só mudaria de posição se houvesse um sacolejo bem grande mesmo.
Usando esse raciocínio eu mostrei que o cubo do logo, representa as máquinas, a esfera, as pessoas, o "S" que conecta a esfera ao cubo, representa a interação, e/ou ligação entre homem e máquina. E o resultado do conjunto, é uma figura estilizada, composta pelas duas iniciais das palavras Sistemas de Informação, de um humanoide que, ao mesmo tempo que descansa uma das mãos apoiadas na máquina (quadril), segura simbólica e desconfortadamente com a outra mão, um celular, cujo é uma máquina e este, está, de certa forma lhe causando algum tipo de benefício.


As cores também foram escolhidas como complemento da informação; onde o vermelho da esfera representa o sangue, a vida, a parcialidade dos homens em mudar de rumo segundo suas necessidades. O preto do cubo significa o quanto as máquinas são cegas e imparciais, só fazem o que foram previamente programadas a fazer, nunca mudam de opinião ou desviam seu curso por conta de algo mais importante. E, por fim, o amarelo do "S" simboliza a cor dos metais das placas dos circuitos impressos eletrônicos.


Final da apresentação, todos entenderam e gostaram também, e no final a professora fez-me um elogio: - "Muito boa sua apresentação, não pensei que fosse ser tão bem explicado". No dia seguinte seria o meu ultimo dia de aula do curso no qual já me formei e sinto saudade.
Esse também foi feito no Blender.
Por enquanto é só, e espero que gostem.

sábado, 16 de julho de 2011

Notebook com teclado adicional, 3d

Olá...



Notebook com teclado adicional
Bem pessoal, como podem perceber, demorei novamente a postar, dessa vez não foi por falta de tempo, mas pôr um probleminha que infelizmente não depende só de mim resolver, e sim da rede elétrica local, pois tenho notado que meu nobreak, embora sendo automático (bivolt, que vai de 100 a 240 v) e estando ele ligado nas duas fases de 110 v, o que matematicamente daria 220 volts, não para de estalar. Antes isso acontecia apenas pela manhã, já agora é o tempo todo estalando, simplesmente não dá para me concentrar no que estou fazendo, isso sem falar que o relé pode queimar a qualquer momento e danificar o desktop. Bem, tentando buscar uma solução provisória, pensei até em comprar um gerador elétrico, mas andei pesquisando e não ia sair nada em conta o custo benefício, daí pensei em usar um notebook com um processador mais rápido do que o do meu, mas me deparei com outro problema, pois a maioria dos notes, não possuem teclados alfanuméricos, o que para mim é um grande incômodo, sem falar na parte ergonômica, pois preciso ficar com a cara quase enfiada na tela e isso não é nada bom para minha postura considerando o tempo que gasto para finalizar alguma coisa, daí me veio essa "grande" idéia, que pode até ser considerada como uma dica, de um teclado com conexão USB tal qual mostra a imagem do post... e foi isso, o resultado está aí.
Toda a modelagem 3d foi feita já usando o Blender 2.58, e o processador do laptop é um dual core, e como não tive problemas com os renders, parece que o programa está mais leve.
Espero que gostem, e se tiverem um tempinho deem suas opiniões. Sem mais e até breve.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Disco voador 3d

Olá!...
Disco voador 3dEssa é uma das muitas imagens que tenho guardado
na memória, e que hoje finalmente tenho o prazer de postar aqui. Não que eu tenha visto um, no entanto a criei baseado em relatos de pessoas que, no final da década de setenta (1977- 1978) afirmavam nas mídias da época, terem testemunhado a aparição destes OVNIs e muitas vezes foram até mesmo atacadas por eles, com conseqüência de lesões e tudo o mais o que o denominaram de chupa-chupa.

Esses fenômenos, ocorrido em cidades próximas de Belém, alimentavam a imaginação das pessoas de tal forma que em alguns casos uma simples lanterna acesa em local estratégicos era capaz de provocar grandes sustos.
Eu particularmente acredito em disco voador, e no desenvolver dessa modelagem pude confirmar alguns detalhes que considerei importantes, como por exemplo: para que tantas luzes em uma nave interplanetária, se não tem nada para ser iluminado no caminho?! – Essas luzes são produzidas por várias pequenas turbinas retráteis e multidirecional, as quais tem como função principal, estabilização e direcionamento da nave, além de deslocamento também, o formato de disco se deve ao fato de que essas naves não armazenam combustível suficiente para megas distancias, na verdade são utilizadas apenas para distancias "reduzidas", onde ao invés de decolar, são simplesmente catapultadas em uma espécie de centrífuga gigante, usando o mesmo movimento que os atletas fazem ao lançar pesos, girando o corpo. Para chegarem até a terra, elas foram trazidas por uma nave mãe, com suprimento de comida, combustível, hospitais e etc...
Bem pessoal, isso é apenas o que penso tá?!...
Informações detalhadas, pesquise sobre "Operação Prato".
Essa imagem também foi modelada no Blender.
Sem mais, e espero que gostem, .... pelo menos da imagem, e se tiverem um tempinho, não deixem de opinar.

domingo, 7 de novembro de 2010

Ratoeira feita no Blender

Olá...

Incerteza, o sentido da vida?!!


A imagem da ratoeira foi desenvolvida a partir da idéia do quanto as incertezas impulsionam as pessoas, assim como todos os seres vivos a seguir em frente mesmo que correndo riscos. A lógica, é de que sempre vai dar certo, afinal, se não arriscássemos algum valor em um jogo de loteria onde a probabilidade de ganhar é quase zero, nunca ninguém ganharia.
No caso do ratinho, com seu cérebro reduzido, e que pode ser morto pela ratoeira, ele jamais poderá prever o que lhe pode acontecer, pois o desejo de comer a suculenta acerola, que representa a isca, é suficientemente capaz de provocar até mesmo uma disputa com os outros ratinhos para ver quem chega primeiro. Porém as conseqüências são sempre imprevisíveis, muitas vezes a ratoeira não funciona, e o ratinho se dá bem. Mas e nós, seres pensantes, será que podemos prever o que pode acontecer na próxima esquina, quando dirigimos o nosso carro novo? – Bem, nós, muito diferentemente dos ratinhos, somos prudentes, nos cercamos de todo aparato de proteção, contudo nunca nos sentimos totalmente seguros, pois cada esquina é uma novidade, um novo desafio a ser vencido. No entanto, soubéssemos que alguma coisa ruim poderia acontecer em nossos projetos, com certeza ficaríamos com medo e nunca arriscaríamos fazer nada, mas como não sabemos, somos motivados a continuar nossa rotina, sempre acreditando no melhor resultado, e torcendo para que tudo dê certo, o que, para nossa sorte, na maioria das vezes, é o que realmente acontece.

Grato pela visíta...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desenho de menina

Oi...

... hoje resolvi mudar um pouco o visual do blog, com esse desenho feito com lápis 5B e papel comum.

Dízimo

O desenho deste post foi feito baseado em uma cena na qual uma jovem amiga pediu-me ajuda, de como fazer um orçamento no computador.

Após direcioná-la a uma planilha, e ela muito inteligente logo entendeu o programa e rapidamente concluiu o seu pequeno orçamento, no entanto, para finalizar, pediu-me novamente ajuda, e quando aproximei-me da tela do computador, verifiquei que um dos itens ainda estava sem valor. E aquilo me chamou a atenção, e quando digo aquilo, estou me referindo a todo o pequeno trabalho o qual estava fazendo, pois todo o texto estava escrito com letras maiúsculas e em duas cores diferentes, nos quais os itens eram de cor rosa e o restante era azul.

Fiquei observando e admirando o que via na tela; os valores de entrada e de saída eram bem pequenos e a soma total também não era alta, e ao mesmo tempo olhava para ela e admirando também sua beleza e juventude que adicionada à sua doce inocência, formava uma cena de extrema beleza.

Posso dizer que me apaixonei por aquele momento, e a noite em casa fiquei imaginando um jeito de tentar eternizá-lo, ou pelo menos contar para alguém, e foi aí que resolvi desenvolvê-la e postá-la no blog.

Em relação ao item que estava sem preço, estava escrito a palavra “DIZIMO”, assim mesmo; letras maiúsculas, sem acento e cor de rosa. Tentei entrar no assunto e perguntei-lhe porque pagava dízimo, se ganhava tão pouco? - Ela prontamente respondeu que era porque Deus estava sendo muito bom pra ela... fiquei tentando interpretar a minha ignorância religiosa. E de como eu ainda tinha tanto o que aprender, e com alguém tão jovem assim?

Sem mais, e até breve.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Perfis e sombras 3d

Olá...
Minha análise semiótica da imagem.

Nessa imagem eu resolvi juntar vários elementos, cada um com funções específicas, e compor essa cena de modelagem 3d.
Primeiramente, criei as taças usando o modelador spin do Blender, nas quais estão moldados, na azul, um perfil de rosto masculino e na rosa, um perfil de rosto feminino.
A posição que as taças estão, mostra dois rostos femininos na rosa, e apenas um masculino na azul, e esta, forma um casal com um dos rostos da taça rosa, ficando do outro lado, o outro rosto feminino de frente para o casal.
As alianças entrelaçadas atrás do que seria a cabeça masculina, representam um casamento que embora não seja um casamento feliz, tem poucas possibilidades de ser desfeito.
O colar de pérolas negras envolto ao pescoço do que seria o da esposa, está representando os bens materiais a que ela tem direito, e a cor negra simboliza uma certa rigidez no que diz respeito ao que é feito o uso desse patrimônio.
O rosto que aparece no lado oposto ao do casal, representa um amor mau resolvido o qual envolve o ser masculino, que mesmo estando casado, ainda não esqueceu esse amor, e esse fato, está representado pelas sombras coloridas das taças, cujas preenchem o espaço do que seria a cabeça da outra mulher.
A esfera maior, de cor verde escura, representa o olho da “amante”, e o reflexo branco na esfera, dar ao olho um ar de tristeza e infelicidade, e essa tristeza é complementada pelo reflexo na parte inferior da esfera que indica uma lágrima caindo fazendo o rosto chorar.
As esferas coloridas envoltas ao pescoço do que seria o da cabeça da “amante”, representa um colar quebrado, significando rompimento, fim de romance, as pedras coloridas simbolizaram momentos de muita alegria a que passaram juntos, e a falta de transparência nas pedras, indica que o romance aconteceu de forma sigilosa.

Por fim o tom turvo do céu, como se fosse chover, ou estivesse escurecendo, simboliza tristeza, de ambos os lados, um ambiente pesado, carregado, infelicidade...





...Espero que gostem...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bulbos

Laboratório artesanal de brinquedo
Este  desenho foi feito basicamente com cubos, extrusões de arestas e de vértices, e spin nos bulbos. Maior tempo gasto; dezenas de renderizações feitas para achar o melhor brilho".

O brilho dos cristais, espelhos, lentes e vidrarias diversas, sempre foi para mim objeto de muita curiosidade e fascínio. Desde criança, senti desejos de olhar através de microscópios e de telescópios, e de possuir, ou pelo menos manipular câmeras fotográficas profissionais e quem sabe ter também o meu próprio projetor de filmes. Óbvio que nos dias atuais, esses desejos são facilmente realizáveis, e coincidência ou não, o equipamento de trabalho o qual exerço, mesmo não tendo nada a ver com mídia fotográfica, ainda assim é recheado de prismas e lentes. Mas esse assunto foi apenas a forma que encontrei de tentar explicar a razão da imagem desta postagem.
A condição de aluno a que me posiciono em relação ao assunto das postagens deste blog, me instiga a está sempre praticando algum tipo de ferramenta que ainda não conheço, e o projeto de um novo desenho, está envolto a uma série de estratégias previamente estabelecidas afim de que o seu desenrolar ocorra normalmente até sua conclusão, ou pelo menos encontre um novo desfecho, mas que seja satisfatório.
Assim como o brilho dos objetos, os reflexos e as transparências, também me causam muita admiração, e quando criança, eu costumava construir meus próprios brinquedos, não só eu, mas toda a gurizada, isso não quer dizer que tínhamos habilidades excepcionais, mas a inocência da época nos proporcionava satisfação com coisas simples como peões feitos com pedaços de madeira ou com carrinhos de lata e rodas de sandálias de borracha macia.
O meu caso era um pouco mais complexo, os meus carrinhos tinham que movimentar os pneus dianteiros nas curvas, sem que estes saíssem do eixo vertical, mas este assunto fica para, talvez, um futuro desenho. O fato é que eu também tinha o meu laboratório particular onde fazia os meus experimentos; a vidraria era feita de lâmpadas do tipo bulbo...

Grato pela visita.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Moça na rua

Moça na rua
"A imagem foi composta basicamente por cubos com utilização de divisões e extrusões em suas faces, a cabeça, o chapéu, o vestido da moça e os fios da rede elétrica, foram feitos com uso de extrusões e escalonamento em arestas de círculos. Os prédios que ilustram a figuram foram usados como exercício prático de ponto de fuga".

Já se passaram alguns anos desde que isso aconteceu, mas ainda me lembro bem de um pequeno texto que escrevi baseado em um sonho que tive. Nesse tempo eu trabalhava em outras cidades, e sempre, após o almoço, gosto de fazer a siesta deitado em algum lugar, e desses lugares, o chão, com a proteção de um papelão, considero um dos lugares mais práticos, além de agradável.

Nessa época eu gostava de desenhar a mão, fazia caricaturas dos colegas e as expunhas na parede sempre acompanhadas de frases, que as vezes expressava um pouco o perfil de quem estava no desenho, ou poderia ser meramente ilustrativa como complemento, e esse texto foi escrito exatamente para ser posto no próximo desenho que eu fizesse, e assim o fiz.

Desenho na parede, novidade nenhuma para os moradores da casa, todos sabiam quem os fazia, além do que eu os assinava com uma baita de uma rubrica, mas um dia um dos colegas me elogiou sem perceber ao me perguntar; - [...] "mas o texto, tu pegou de livro"? - É claro que todos gostam de receber elogios, mas desse jeito, é maravilhoso, e o mais interessante é que se tratava, se trata ainda, de algo tão simples que nem chega a ser um texto e sim uma pergunta.

No sonho, uma moça conhecida e amiga muito querida, caminhava em uma rua na mesma direção que eu, e por estar andando mais depressa, ela passou por mim, e não me cumprimentou, fiquei surpreso com o fato mas percebi que ela realmente não me viu. Mais adiante, em um olhar de relance para trás ela me acenou com aquele seu sorriso gargalhante; - Oi Tito!!! - Acordei de repente meio tenso, fazia muito calor e também de relance, peguei o lápis e rapidamente escrevi:

"Como é possível, agora que você vai tão longe, e em um simples flash do seu olhar me perceber, se você passou tão perto de mim que a barra de sua saia roçou em minha perna e até a brisa que lançou-me fez-me sentir o seu perfume, e que o que senti por você foi tão forte a ponto de haver uma forte captação da telepatia que o amor emite, e não me notou?"

Essa postagem é dedicada a essas duas pessoas, que sem perceberem, estão ajudando a preencher o imenso quebra cabeça à pergunta que insisto em fazer...

Grato a todos que lerem e espero que gostem. Tito Pontes.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Esferas coloridas



Este desenho que não quer dizer muita coisa, é apenas o que resultou de um exercício prático onde a idéia inicial foi a de seguir o roteiro do texto a seguir, porém as minhas inúmeras limitações me conduziram a ele. É composto por objetos primitivos como esferas, cubos e cilindros, com inclusão de cores, reflexos,transparências, luz e sombra.

A sensação de se estar só em um universo vazio, onde não existe nada, nem percepção referencial alguma, e não se sabe se está de pé ou ponta cabeça,não ha gravidade, nem se percebe movimento, não há luz, mas mesmo que houvesse nada poderia refletí-la. O tudo são somente o vácuo absoluto, um ser pensante e suas idéias, e estas surgem indexadas em necessidades que ora afloram, às perguntas sobre o que fazer? - Por onde começar? - Uma esfera?! - Sim, uma esfera! E eis que após alguns cliques, surge uma esfera. E esta pode ser de qualquer tamanho, e nela podem ser, e são moldados relevos e depressões, obviamente que com limitações geométricas toleráveis, agora é preciso criar também a luz, pois já pode ser refletida. Mais alguns cliques e sua presença se faz, caracterizada pelas sombras dos relevos nas depressões, e assim, finalmente algo existe. Mas ainda não para ai, necessita-se de movimento, e isso é perfeitamente possível desde que se duplique e modifique ou crie-se outra esfera de textura distinta, ou mesmo outro objeto deslocável qualquer, e ao "fazê-la" girar em torno da primeira, simula-se um sutil e primitivo efeito planetário, [...] o mais, é infinito, assim como as idéias. "Essa foi a sensação que tive quando sentei-me pela primeira vez em frente à uma plataforma CAD 3d. Muito legal".

Sem mais, e espero que gostem.