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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Água, um produto dependente do meio

Segundo a ciência, desde que a terra foi formada há alguns bilhões de anos atrás, a quantidade de água existente nesse nosso planeta ainda permanece a mesma. Porém, em determinados e distantes períodos da história ela mudou de lugar, e isso é facilmente comprovado em várias regiões, onde são encontrados fósseis de fauna marinha, mesmo sendo em regiões de terrenos áridos. A causa dessa migração da água sobre o planeta, tanto pode ocorrer naturalmente com erupções vulcânicas e movimentos de placas tectônicas, ou por conta de intervenções externas como queda de asteroides e a ação humana (essa em curtos períodos de tempo).
Cenário com casinha, rio e canoas
Na antiga Rússia, uma plantação de algodão nas margens do mar Aral, o fez recuar vários kms de distancia, comprometendo seriamente sua existência, se nada for feito para reverter o processo. Leia mais aqui .
Bem pessoal, só para esclarecer, eu não sou biólogo nem geólogo mas gosto de assistir todos os tipos de documentários sempre que posso, e juntando alguns dados é fácil chegar a certas conclusões em relação a alteração do clima, em algumas regiões brasileiras. E como não estou escrevendo nenhum artigo cientifico, vou me atentar apenas em manter meu raciocínio e deixar a cargo de quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto a procurar fontes que sejam mais pertinentes a respeito.
Para fazermos a “engenharia reversa” da chuva, tudo que precisamos entender, é como funciona o ciclo da água em certas regiões. Primeiramente fazendo um estudo da procedência dos vapores que formam as nuvens, e seguindo suas rotas descobrir aonde as chuvas dessas nuvens irão cair.
E para explicar melhor como funciona o ciclo da água, é preciso entender que esse ciclo nada mais é do que um rodízio dela própria ao mudar constantemente de estado (sólido, líquido e gasoso). Em seguida, entender o que provoca essas mudanças analisando como se formam os vapores, os quais tanto podem ser produzidos pela mudança de temperatura, como pela transpiração dos seres vivos, mais especificamente pela floresta.
Falando assim tudo parece fácil, mas sabemos que os ventos que empurram as nuvens, nem sempre seguem a mesma direção. E sabemos também que esse tipo de pesquisa exige algum investimento, e quando se fala em investimentos a médio ou longo prazo a coisa não costuma andar. Ainda assim acho que é possível, pois estamos falando de água, ou para ser mais claro, a falta dela.
Atualmente está faltando chuva em algumas cidades brasileiras, excepcionalmente do estado de São Paulo, e como esse é um fenômeno raro, ou para ser mais realista ou mesmo pessimista, um fenômeno novo, tendo em vista que isso pode se repetir e até mesmo piorar. No entanto eu não vejo nenhuma autoridade se perguntar sobre a origem do problema, pois é bem mais fácil simplesmente culpar a mudança do clima, o que é lógico, mas por que ninguém se pergunta porque que o clima mudou?! Bem, eu olhando imparcialmente aqui de cima (norte do Brasil) e por ter vivênciado algumas mudanças relevantes aqui também, embora não tão drástica, e mesmo dentro da minha ignorância do assunto, consigo perceber várias possíveis causas do problema, das quais vou citar algumas para que se alguém tiver algum interesse, possa se aprofundar no assunto e quem sabe até fazer uma tese, que são: a exportação de suco de laranja e outras frutas com grande concentração de líquido, a produção e exportação de carne nas regiões circunvizinhas (às com problema de falta de chuva) também pode ser uma fator importante, visto que a vegetação nativa é substituída por capim, e que a carne também tem grande concentração de liquido. Esses são dois fatores que devam ser pensados, mas que com certeza jamais serão cogitados por razões econômicas.
Outro fator importante são as represas de hidrelétricas que mudam drasticamente a rota das chuvas, e que também não serão cogitadas, e um terceiro, e o que eu considero mais importante, é a transposição do rio São Francisco, esse, tomara que eu esteja errado, mas acho que vai ser a maior catástrofe ambiental de todos os projetos já feitos no Brasil. E se você raciocinar comigo, é só imaginar uma grande plantação de frutos como; melancia, melão, laranja, abacaxi, tomates, pepinos e etc. e também cana de açúcar, em toda a margem do canal que transpõe o rio, em seguida imaginar essa produção sendo exportada para várias partes do mundo, aonde você acha que vai parar o “xixi” produzido pela ingestão desse líquido todo? - só que não para por aqui, durante todo o período de cultivo dessas plantações até a sua produção, “fora” utilizada grande quantidade de água na irrigação, e que mesmo esta água não tendo sido totalmente absorvida pelos produtos oriundos dela, ela evaporou pela transpiração da vegetação e foi levada pelo vento à locais impossíveis de se prevê onde ficam, e se esses locais vão propiciar um rodízio sustentável dessa água... quem pode saber?
Para concluir, é preciso entendermos que quando exportamos suco de frutas e também as próprias frutas, estamos exportando água para diversos locais do planeta, onde suas longa distancias e posições geográfica, torna impossível um rodízio sustentável dessa água, com consequências graves a longo prazo. E o que é pior, é que esse longo prazo pode já está sendo agora.
Mas é claro que nossos dirigentes estão rodeados de especialistas em tudo, e se um dia se instalar o caos nas mega cidades brasileiras pela falta d’agua, a solução será com certeza a de canalizar o rio amazonas para lá, e manter o ciclo vicioso.
Espero está totalmente errado, mas fica aqui a minha opinião (opinião de leigo), para quem quiser refletir sobre o assunto e também quiser acrescentar algo esclarecedor a respeito, ou apenas comentar mesmo.
A imagem do post é uma modelagem 3d, e foi feita por mim no Blender.
Por enquanto é só e muito grato pela visita.

sábado, 14 de junho de 2014

Baterias e o meio ambiente

Olá, ...

Há um tempo atrás, quando quase não se falava em meio ambiente, as baterias (pilhas) utilizadas para o funcionamento dos poucos equipamentos eletrônicos que existiam na época, mantinham um padrão universal em praticamente três modelos básicos, pequenas médias e grandes. Essas pilhas independentemente das marcas poderiam se adequar a qualquer tipo de lanterna, rádios, vitrolas, rádios gravadores, calculadoras, e até em buzinas de bicicletas. Isso significava que em qualquer lugar onde estivéssemos e precisássemos de algum dos tipos acima, poderíamos encontrá-las facilmente em qualquer boteco sem precisar necessariamente descartar os objetos inteiros.
Nos dias de hoje, virou modismo um grande falatório em relação ao que é politicamente correto em relação ao meio ambiente, no entanto as soluções apresentadas, quando cumpridas, demoram décadas para serem iniciadas, e seus efeitos demoram mais ainda.
Pilhas no chão
Eu, dentro da minha “insignificância” como cidadão de um mundo tão grande, as vezes me pergunto do porque que marcas conceituadas não tomam a iniciativa de criar um movimento em prol da padronização dos milhares de modelos de baterias hoje utilizadas em inúmeros equipamentos?! – Certamente a resposta à essa pergunta é óbvia, tudo se resume nos lucros, lucros e mais lucros. É muito lógico que quando a bateria do nosso celular perde sua vida útil, é mais barato comprar um outro celular novo e com outra bateria também nova. O problema é, que muitas vezes, é o aparelho que é danificado, e a bateria continua nova mas sem nenhuma utilidade, nem mesmo serve naquele aparelho que abandonamos na gaveta apenas porque ganhamos um novo, e que sua bateria não carrega mais. Muitas vezes alguns aparelhos estão tão bem conservados e funcionando que dá pena jogar fora, e nem podemos doar já que é inviável a compra de uma nova bateria.
Como podem ver, eu só citei os celulares, mas existem uma infinidade de equipamentos: computadores, tabletes, luminárias de emergência, lanternas, etc.
Só para finalizar, quero dizer que não sou do tipo retrogrado, mas o meio ambiente é o nosso quintal, e com alguns modelos padrões limitados da produção dessas baterias, com certeza conseguiríamos uma redução significativa desse lixo que no meu ponto de vista é um dos mais insalubres.
A imagem do post, é uma modelagem 3d e foi toda produzida no Blender.
Por enquanto é só. Grato pela visita, e espero que gostem.
Clique nas imagens para ampliar, e sintam-se a vontade para opinar.